Sou psicóloga de formação, pela Universidade Federal do Paraná, desde 1990. E há muitos anos escolhi, de forma consciente, não atuar como terapeuta clínica, mas como mentora de alta performance. As duas coisas não são a mesma, e entender a diferença ajuda você a saber o que, de fato, está procurando.
Faço questão de começar por aqui porque é uma dúvida legítima de quem chega até mim buscando por psicóloga e encontra uma mentora. Não é jogo de palavras. É uma escolha de método, de foco e de tipo de resultado. Deixe-me explicar.
De onde eu venho
Minha base é a psicologia: graduação na UFPR, formação em hipnose ericksoniana pelo Instituto Milton Erickson, em Phoenix, no Arizona, e mais de três décadas de estrada. Ao longo desses 35 anos, foram cerca de 95 mil horas de atendimento e mais de 10 mil pessoas acompanhadas, boa parte em contexto corporativo: executivos, líderes, empresários e equipes de alta performance. Essa formação não some quando eu atuo como mentora; ela é o alicerce de tudo que faço. Só é aplicada com outro foco.
O que é a terapia clínica
A psicoterapia é um trabalho de tratamento e cuidado do sofrimento psíquico. Ela lida com quadros como depressão, transtornos de ansiedade, trauma, questões que pedem elaboração profunda e, muitas vezes, tempo sem prazo definido. É um espaço clínico, sério e insubstituível, conduzido por psicólogos que atuam nessa frente e, quando necessário, em parceria com a medicina. Quem precisa disso precisa de um terapeuta clínico, e eu digo isso com todas as letras aos que me procuram nessa situação.
O que é a mentoria de alta performance
A mentoria que eu conduzo é outra coisa. O foco não é tratar sofrimento, é destravar e construir. Trabalha com quem está funcional, mas travado: a decisão que não sai, a carreira que estagnou, o padrão que sabota, a performance que quer subir de patamar. Tem objetivo claro, prazo definido e um sentido de direção: sair do ponto A e chegar ao ponto B, com alguém que já percorreu esse caminho muitas vezes ao seu lado.
Uso tudo que a psicologia me deu, inclusive a hipnose ericksoniana, mas a serviço de um resultado de desenvolvimento, não de tratamento clínico. É uma diferença de propósito, e ela muda completamente a forma de trabalhar.
A terapia cuida do que dói. A mentoria destrava o que trava. Nem sempre a pessoa precisa da mesma coisa, e nem sempre precisa de só uma delas.
Qual você precisa
Um caminho simples para se orientar:
- Se há sofrimento clínico, depressão, ansiedade intensa, trauma, dor que não passa, o caminho é a terapia, com psicólogo clínico, e às vezes acompanhamento médico. Sem rodeio.
- Se você funciona, mas está travado, exausto, em crise de carreira, sem clareza para decidir, querendo mais performance sem se destruir no processo, é aí que a mentoria de alta performance atua.
- Às vezes, os dois ao mesmo tempo. Não são concorrentes. Já acompanhei muita gente que fazia terapia e mentoria em paralelo, cada uma cuidando de uma frente diferente da vida.
Por que escolhi esse caminho
Escolhi a mentoria porque é onde a minha combinação de formação clínica, hipnose e décadas de mundo corporativo gera mais resultado: no ponto em que uma pessoa capaz está travada e precisa de alguém que enxergue o padrão, aponte o caminho e caminhe junto com prazo e direção. É um trabalho de construção, e é o que me move. Se é disso que você precisa, a conversa começa pelo WhatsApp. Se for de terapia clínica, eu te ajudo a entender isso também, com honestidade.
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